segunda-feira, 10 de maio de 2010

Somaly Mam

Conheci a história dessa grande mulher "Somaly Mam", através de um vídeo onde mostra uma palestra da escritora Isabel Allende, que me foi recomendado pela minha amiga bloguista Marli Borge, daí decidi esta postagem...

Mirtes

O texto a seguir foi escrito por Angelina Jolie como colaboração da edição da Revista Time das 100 pessoas mais influentes do planeta. A atriz escreveu como forma de homenagem a ativista pelos direitos das mulheres Somaly Mam.

Somaly Mam e o regime cambojano Khmer Rouge nasceram praticamente ao mesmo tempo, na época em que os Estados Unidos começou secretamente a espalhar bombas em seu país. As vilas bombardeadas tornaram-se uma espécie de estopim para o crescimento do Khmer Rouge e da revolução Pol Pot.

Quando Mam tinha a idade de 5 anos, o Khmer Rouge controlava o Camboja e já havia matado cerca de 1,5 milhões de pessoas como forma de implementar o regime comunista radical do Pol Pot. Torturas, execuções e trabalhos forçados assolavam o país. Famílias urgiam por segurança, e uma guerra civil dizimou a sociedade cambojana nos anos que se seguiram.

Em meio à desolação, Mam com 12 anos de idade foi vendida a um homem por seu avô como escrava sexual. Ela acabou em um bordel chamado Phnom

Penh, começando uma década de terríveis violações e torturas. Ela descreveu este período de sua vida simplesmente como: “Eu estava morta. Eu não tinha afeição por ninguém”.

O terror é a única arma eficaz para quem mantém mulheres como escravas sexuais. Eles dependem que suas vítimas sejam aniquiladas pelo medo. Traficantes esperam que a dor e a degradação sejam o bastante para estas mulheres aceitaram seu destino como inevitável.

Mas Mam conseguiu fugir. Em 1993, ela deixou o Camboja com a ajuda de um ativista humanitário francês.

O fato de Mam haver escapado faz dela única, mas o que faz dela absolutamente extraordinária é que ela voltou. O qual seria compreensível para a maioria das pessoas passarem o resto de suas vidas se recuperando de suas feridas, Mam decidiu voltar e confrontar o sistema que continua a vitimizar mulheres cambojanas.

Em 1996, Mam criou a organização sem fins lucrativos chamada AFESIP (Agir pour les Femmes en Situation Précaires ou Acting for Women in Distressing Circumstances) que trabalha em conjunto com as leis locais no esforço de fechar bordeis e reintegrar mulheres vítimas do tráfico na sociedade. As estimativas são de que 1,2 a 2 milhões de pessoas são vítimas da escravidão sexual em todo o mundo. Mam, agora com 38 ou 39 anos (ela não sabe sua data de nascimento), tem estabelecido um novo modelo de tratamento deste problema e já ajudou mais de 4 mil mulheres a escapar do tráfico sexual.

O esforço de Mam, no entanto, tem lhe custado um alto preço em sua vida pessoal. A ativista já foi vítima de tentativas de assassinato e outras intimidações. Em 2006, donos de bordéis locais drogaram e raptaram sua filha de 14 anos.

A maioria das pessoas teria desistido de seus ideais, mas Mam continua a lutar pelos direitos das mulheres em seu país em um esforço único de evitar que sofram o que ela sofreu.

Fonte: www.angelinajolie.com.br

2 comentários:

Marliborges disse...

Mirtes, a história dessa mulher é fantástica, seu espirito é forte, determinado. Isso é liderança!!!! Não é esse arremedo que a gente vê por aí.
Tem vez que me preocupa (devido à notoriedade que tem) o pensamento visivelmente acadêmico de certas pessoas que ficam "filosofando-de-salto-alto" e depreciando as lutas femininas, sob o argumento pueril de que as mulheres estão se masculinizando, etc. e tal. Tenho lido textos na internet, de uma pieguice atroz. Lamentável.

Tu sabes, às vezes rola na internet algum material a respeito dessas explorações sexuais, mas quando a gente vê, some misteriosamente... Por que será hein?

Querida, parabéns pelo post. Ótimo. bjssssss

Aline Sideris disse...

Acho muitolegal ver as historias dessas mulheres guerreiras...a gente nao tem noção do que se passa nesse mundo né? Tem que ser forte!

Beijinhos